Os editores Zhô Bertholini, Jurema Barreto de Souza com o autor da capa A Cigarra 22 Perkins Têh Eme e o também editor João Antonio da Silva Sampaio na Livraria AlpharrabioEditada em Santo André, SP (1982/2007) por Jurema Barreto de Souza e a partir de 1994 também por Zhô Bertholini e João Antonio da Silva Sampaio, mapeou durante 25 anos e 42 números,a produção poética e cultural independente, abrindo espaço para novas vozes e novos olhares.Participando intensamente da vida cultural de Santo André, circula no Brasil e exterior, divulgando a poesia, poetas, artistas plásticos, fotógrafos e criadores.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Memória fotográfica 2 -1995 - Lançamento A Cigarra
Os editores Zhô Bertholini, Jurema Barreto de Souza com o autor da capa A Cigarra 22 Perkins Têh Eme e o também editor João Antonio da Silva Sampaio na Livraria Alpharrabiosábado, 9 de janeiro de 2010
Revista Literária A Cigarra n°23, set/out. de1995, Ano 13°

Em 1995 é lançada a Revista Literária A Cigarra n° 23 de setembro/outubro.
Editoria de Jurema Barreto de Souza, Concepção Gráfica de João Antonio da Silva Sampaio e Zhô Bertholini. Novo número novas experimentações do espaço, procurando deixar que os poemas respirassem e ao mesmo tempo divulgar a muita poesia que chegava, já nesta época com um pouco mais de cuidado seletivo, objetivando que a revista apresentasse um diálogo entre o pensamento e a beleza, dentro de nossas possibilidades, conteúdo atemporal.
A capa: “A PURÍSSIMA TRINDADE” - Colagem by Zhô Bertholini, entrelaça a música, o desejo e o prazer dando-lhes forma e ludicidade. Nas últimas páginas os “Colaboradores”, poetas editados e seus endereços, “Livros Recebidos” e “Correspondência” o que acabou criando ampliação do intercâmbio, realização de novos contatos. Os livros que chegavam, bem como jornais alternativos, eram compartilhados nos encontros na Livraria Alpharrabio, espaço de efervescências culturais.
Editoria de Jurema Barreto de Souza, Concepção Gráfica de João Antonio da Silva Sampaio e Zhô Bertholini. Novo número novas experimentações do espaço, procurando deixar que os poemas respirassem e ao mesmo tempo divulgar a muita poesia que chegava, já nesta época com um pouco mais de cuidado seletivo, objetivando que a revista apresentasse um diálogo entre o pensamento e a beleza, dentro de nossas possibilidades, conteúdo atemporal.
A capa: “A PURÍSSIMA TRINDADE” - Colagem by Zhô Bertholini, entrelaça a música, o desejo e o prazer dando-lhes forma e ludicidade. Nas últimas páginas os “Colaboradores”, poetas editados e seus endereços, “Livros Recebidos” e “Correspondência” o que acabou criando ampliação do intercâmbio, realização de novos contatos. Os livros que chegavam, bem como jornais alternativos, eram compartilhados nos encontros na Livraria Alpharrabio, espaço de efervescências culturais.
A Cigarra n°23 - Multioutros pag. 9
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A Cigarra 22 - jul/ago de 1995 - 13 anos de resistência poética

No segundo semestre de 1995, mantendo a proposta de ser bimestral, a Revista A Cigarra, lança o n° 22 de julho/agosto, com capa do artista plástico Perkins T. Moreira. Editoria de Jurema Barreto de Souza e concepção gráfica de João A. da Silva Sampaio e Zhô Bertholini, que participaram também com poemas. Neste ano os editores figuraram no “Catálogo da Produção Poética nos anos 90”, uma produção de Leila Míccolis e Urhacy Faustino, da Blocos Editora, lançado no Museu do Índio em Botafogo, RJ. E com esta edição A Cigarra conseguiu sua primeira grande matéria no Diário do Grande ABC, com o título: “Cigarra simboliza resistência poética”, do jornalista Francisco Marcelino, embora já recebesse bastante atenção das mídias alternativas. Uma imensa rede poética, naquele momento ainda pelo correio e com carinho artesanal, era o verdadeiro sentido do "por a mão na massa" para fazer o biscoito fino da poesia. Jurema Barreto de Souza
sábado, 26 de setembro de 2009
Revista Literária A Cigarra - n°21 - maio/junho - 1995 - Novos rumos, a mesma paixão.

A metamorfose assume outros contornos e aos 13 anos A Cigarra n° 21, de maio/junho de 1995, se assume como Revista Literária, o formato a esta idéia remetia, sem perder, seu foco poético. Amadurecer requer mudanças e começamos pela capa, realizada pela Artista Plástica Constança Lucas , com a ilustração “ A Descoberta da Poesia”. Como na anterior procuramos usar papel colorido, assim fomos testando as possibilidades para tornar cada exemplar único, atraente, sem padronizar. Driblando as dificuldades continuamos o contato com dezenas de poetas, jornais, alternativos culturais. O n°13 trazia um selo comemorativo e por uma questão de maturidade, a imagem da Cigarra, que carregava todo um conceito lúdico, já que tirada de uma história infantil, passou a ilustrar o “expediente” na pagina final. Na quarta capa uma lembrança das edições anteriores.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A Cigarra n° 20 - Fev./Mar. de 1995

A Cigarra n°20, assume periodicidade bimestral, lançando assim a edição de fevereiro /março, com capa de Zhô Bertholini, “O Pensador Urbano” colagem dando uma perspectiva contemporânea ao “Pensador” de Rodin observando a metrópole caótica, meditando sobre a frase: “Cultura é o conjunto de conhecimentos que se transmite.O que se guarda é burrice.”O editorial substituído por “Notas”, contou com o “Nênia para Sérgio Campos” escrito por Dalila Teles Veras. Os poemas percorrem as páginas com nova diagramação, acontece uma maior participação de poetas visuais, uma sugestão de colaboração com envio de livros para o Centro Cultural de Diadema. A correspondência pelo correio intensa e eram enviados gratuitamente mais de 600 Cigarras, que acabavam sendo divulgada nos inúmeros periódicos e zines. A Cigarra multiplicava-se porque seus leitores a faziam circular entre amigos e acabávamos recebendo pedidos, sugestões, livros, poemas e críticas dos lugares mais distantes.
Nesta edição, inspirada em Neruda publiquei meu poema :
Tu eres
Tu eres lo que no podia ser
una vida sin lamentos
al derecho y al revés
en mi canción desesperada.
Y me dejó
en el callejón de tus ojos
camino de un amor extraño
tan puro como el vino.
Tus labios, centellas
de ilusiones constantes
que en el silencio navegam.
Tus manos,
raíces de ternura,
alas blancas del cotidiano
Por eso, dejó en tu cuerpo
hablar el amor que te doy
Aire libre en un cielo cristiano.
Amantes regressamos
de destinos vacíos
fuego de sueños
invadiendo la casa oscura
sin que nos díeramos cuenta.
Jurema Barreto de Souza
una vida sin lamentos
al derecho y al revés
en mi canción desesperada.
Y me dejó
en el callejón de tus ojos
camino de un amor extraño
tan puro como el vino.
Tus labios, centellas
de ilusiones constantes
que en el silencio navegam.
Tus manos,
raíces de ternura,
alas blancas del cotidiano
Por eso, dejó en tu cuerpo
hablar el amor que te doy
Aire libre en un cielo cristiano.
Amantes regressamos
de destinos vacíos
fuego de sueños
invadiendo la casa oscura
sin que nos díeramos cuenta.
Jurema Barreto de Souza
domingo, 6 de setembro de 2009
A Cigarra n° 19 - Nov./Dez. de 1994 - bimestral
MIM OPTICA - João Antonio da Silva Sampaio“Entre as mágicas vibrações do Alpharrabio espaço cultural, reduto criado por Dalila Teles Veras, porto onde bebemos o vinho brindando inspirações, a Cigarra alça vôo encontrando novos cúmplices que vem alimentar, com muitas idéias e outras fontes, estas páginas. Nós literalmente efervecemos e chega a hora de chacoalhar a pasmaceira, não reclamar mas produzir”. É neste clima foi lançado o n°19 da A Cigarra, com capa do artista plástico João Antonio da Silva Sampaio,”MIM OPTICA”, que também colaborou com o poeta Zhô Bertholini na concepção gráfica. A Cigarra entra assim na era digital e com esta parceria começam a se materializar as idéias antes apenas sonhadas. Jurema Barreto de Souza
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A Cigarra n°18 - agosto de 1994

Em agosto de 1994, saia o n° 18. “ Por enquanto /há escória/de sobra./ O tempo é escasso -/ mãos a obra./ Primeiro / é preciso/ transformar a vida,/ para cantá-la -/ em seguida.” Maiakóvski . O editorial na capa, reflexões sobre a situação vivida: “Olho atenta para o tempo que passa e quando penso nesta nossa luta de formiguinhas literárias me orgulho muito e não consigo calar e desistir. Mudou a moeda, e como dizem, caímos na real e a realidade é estarrecedora, educação, saúde, cultura em baixa”. Eternas perplexidades e constatações que atravessam o tempo. A Cigarra nesta edição fala do despejo da União Brasileira de Escritores do prédio que pertence ao INSS, fato que causou muita insatisfação e repúdio por parte dos escritores, o que não adiantou nada e a UBE, acabou ficando longo tempo sem uma sede. Noticiamos que a Revista Livrespaço, ganhadora do Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), melhor realização cultural de 1993, encerrava com o oitavo número sua trajetória de dois anos. A poesia visual de Zhô Bertholini “Rimbaud here and now” ocupou a página 4, juntamente com a mail art “a poesia é uma arma carregada de futuro”. E nessa época eu realizava alguns poemas curtos para circularem nos “alternativos culturais”, geralmente com pouco espaço: “Hoje acordei plural/ pois plurais são todas/as saudades”. Jurema Barreto de Souza.
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